TJSE: panorama do órgão e entrevista com um Técnico Judiciário


Após ser aprovado no último concurso de 2009 para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Sergipe (TJSE), Felipe Baptista Prudente foi nomeado no ano seguinte e atualmente trabalha como Assistente Jurídico na área de Ouvidoria. Ele relata sua trajetória até a aprovação, como é o seu cotidiano, além dos desafios que vivenciou e suas expectativas para a carreira.

Formado em Direito pela Universidade Tiradentes em Aracaju/SE e pós-graduando em Direito do Estado, Felipe Baptista também possui experiência como estagiário do TJSE. Enquanto cursava o quarto período de Direito, ele afirma que procurou um concurso com remuneração adequada para um concursando de nível médio.
Quando um amigo informou que fazia cursinho para o concurso do TJSE, Felipe soube do número favorável de vagas e também considerou a remuneração razoável. “No mesmo dia fui para o mesmo curso e efetuei minha matrícula. Na época eu não tinha outras carreiras em mente, mas apenas pretendia atuar na área jurídica”, recorda.
Quando realizou a prova do TJSE, Felipe já tinha feito outro concurso para técnico administrativo da Justiça Federal e outros concursos para estágios, mas não foi aprovado no de técnico. “Acredito que, na época, não entendia muito bem o que era um concurso, mas o fato de ter participado me deu uma visão muito boa de como me preparar para uma prova”, avalia.
Ao ser convocado para estagiário do Tribunal, ele já havia sido aprovado no concurso para técnico do TJSE, e aguardava apenas sua nomeação, que ocorreu quatro meses depois: “Foi uma crescente. Eu estava no quarto período da faculdade e comecei a prestar concurso para estágio, logrando êxito no concurso realizado pelo Tribunal de Justiça de Sergipe e no da Justiça Federal”.

Preparação para a prova

Felipe iniciou seus estudos em um curso específico para a prova do TJSE. Após a conclusão desse curso em três meses, ainda não havia publicação do edital. “Foi um pouco desestimulante pelo fato que eu estudava para a faculdade e para o concurso, mas as matérias não coincidiam. Então eram dois estudos diferentes e era difícil manter o foco apenas com a expectativa do edital”, explica.

Enquanto se preparava, Felipe destaca que suas maiores dificuldades foram o cansaço e estudar matérias distintas na graduação: “Como eu ainda estava na faculdade, era um pouco cansativo, pois boa parte das matérias cobradas na faculdade divergiam do conteúdo cobrado no concurso”, recorda.
Apesar disso, o Técnico Judiciário ressalta que foi importante ter disciplina e objetivo, e fez um roteiro de estudo que o ajudou bastante para não deixar de estudar as matérias essenciais ao concurso.
Quanto às dificuldades nas matérias, Felipe destaca Informática, principalmente o programa BR Office: “Para transpor essa barreira, adotei o BROffice no meu computador. Desde então, só o utilizo para edição de textos e planilha. Isso me permite ficar em constante contato com esse programa que é tão cobrado em noções de informática nos concursos públicos”.
Segundo Felipe, é preciso dar atenção para Língua Portuguesa e Informática, que são deixadas para segundo plano por muitos candidatos, mas que têm “importância igual e, muitas vezes, superior às matérias de conhecimento específico”. A Língua Portuguesa, para ele, é um “divisor de águas e uma caixinha de surpresas”, pois pode passar de peso 1 para pesos 2 ou 3, já que ocorre desvio padrão da matéria.
Quanto à parte de Direito, ele enfatiza: “Via de regra, o Direito exigido nos concursos de técnico aborda mais a letra de lei. De certa forma, isso reduz a necessidade do conhecimento jurídico e aumenta a necessidade do conhecimento do texto de lei”.
No entanto, é necessário equilibrar os estudos entre matérias gerais e específicas. “Como todos se preparam excessivamente para o conteúdo específico, a quantidade de pessoas que acabam fazendo bem o específico é superior àquelas que encaram os conteúdos gerais como algo simples”.
O Técnico Judiciário conta que foram oito meses entre a decisão de tentar o concurso do TJSE até sua aprovação. Ele deixa uma recomendação para quem está se preparando para o concurso:
“Eu aconselharia ler o Livro do William Douglas: Como Passar em Provas e Concursos, que foi um livro que me ajudou muito no sentido de criar uma disciplina e um hábito em torno do estudo”.
Por dentro do TJSE


Felipe Baptista descreve seu trabalho dentro do TJSE, desde as primeiras experiências até o seu cotidiano, assim como sua visão positiva do Tribunal.
Mapa da Prova: Como ocorreram as mudanças de setor dentro do Tribunal?

Felipe Baptista: Trabalhei durantes quatro meses no Cartório de Cristinápolis como técnico, e depois no Cartório da 1a Vara Cível de Lagarto por um mês, sendo convidado para integrar o quadro da Corregedoria Geral da Justiça durante o meu sexto mês no Tribunal.
Durante os primeiros meses na Corregedoria, fui avisado por minha chefe que a Ouvidoria Geral estaria sendo criada, e que o Desembargador nomeado para Ouvidor Geral seria auxiliado no início por um servidor da Corregedoria Geral. Fui convidado para integrar formalmente o seu quadro, sendo o primeiro servidor da Ouvidoria Geral do Tribunal de Justiça de Sergipe, onde estou até hoje.
Mapa da Prova: Como foi sua primeira semana como servidor?

Felipe Baptista: Foi um pouco caótica, pois eu estava acostumado com o cotidiano do Gabinete enquanto estagiava num Juizado Especial Cível da capital, que na época já era virtual. No meu primeiro dia como Técnico, em 14 de maio de 2010, fui nomeado para uma Vara do interior de Sergipe, em Cristinápolis, onde ainda se trabalhava com processos físicos. Eu não entendi nada!
Foi uma semana de muito aprendizado, mas com a paciência dos colegas, em especial do Chefe de Secretaria Deivid Araújo e do Magistrado Dr. Herval Vieira. Não só minha primeira semana como meus primeiros meses foram muito agradáveis e de muito aprendizado.
Mapa da Prova: Quais foram suas maiores dificuldades no período de adaptação?

Felipe Baptista: Acredito que foi o fato de eu trabalhar num local que ficava a 100 km da capital, sendo que eu tinha de voltar todos os dias por causa das aulas na faculdade. Eu viajava bem cedo, às 5h30 e chegava a Aracaju apenas às 17h, para então ir à faculdade. Foi um período cansativo, mas valeu a pena!
Quanto ao trabalho, quando se tem bons colegas e um bom ambiente de trabalho, a adaptação ocorre naturalmente. Foi muito tranquilo.
Mapa da Prova: Como fez para superar essas dificuldades?

Felipe Baptista: Com dedicação contínua e comprometimento.
Mapa da Prova: Houve outras dificuldades ou desafios?

Felipe Baptista: Não.
Mapa da Prova: Do que você mais gosta no seu trabalho?

Felipe Baptista: É saber que estou servindo ao público da melhor forma possível, num órgão que é referência nacional.
Mapa da Prova: Em sua opinião, qual o benefício mais importante oferecido pelo TJSE aos seus servidores?

Felipe Baptista: O Tribunal de Justiça de Sergipe oferece um ambiente adequado para o trabalho e valoriza o servidor, inclusive dando acesso a um centro médico de primeira ao servidor e aos seus familiares.
Mapa da Prova: E quanto às possibilidades de carreira, o que você considera mais positivo?

Felipe Baptista: Existe a possibilidade, desde que o servidor faça sua parte, demonstre interesse e procure se destacar positivamente.
Mapa da Prova: Como é o relacionamento entre os colaboradores do seu setor e dos outros por onde passou?

Felipe Baptista: Muito bom! Os colegas da Ouvidoria são ótimos! Temos um relacionamento ótimo de amizade e companheirismo. Eu trabalhei em duas varas: na Corregedoria e depois passei a integrar a Ouvidoria Geral, e posso dizer que em todos os locais que passei fui muito bem recebido e fiz muitos amigos.
Mapa da Prova: Existe mais algum aspecto que você gostaria de comentar sobre o dia a dia dos servidores no Tribunal?

Felipe Baptista: Acredito que desde que entrei no tribunal foi muito gratificante conhecer o funcionamento de um órgão público que é referência nacional e que tem uma preocupação com a qualidade dos serviços prestados.
O Tribunal de Justiça do Sergipe

Órgão máximo do Poder Judiciário, com sua sede em Sergipe e jurisdição em todo o território do Estado, o Tribunal de Justiça do Sergipe (TJSE) é composto por 13 desembargadores nomeados na forma da Constituição e das Leis, e ocupantes de quatro Órgãos Julgadores distintos: Tribunal Pleno, Conselho da Magistratura, Câmara Cível e Câmara Criminal.
Desde sua criação pela Constituição Estadual de 18 de maio de 1892, o TJSE passou por várias transformações ao longo dos anos, e hoje está totalmente informatizado, com inovações tecnológicas, modernização judiciária e administrativa, apresentando melhorias constantes na sua prestação jurisdicional com o desenvolvimento dos seus trabalhos e alcance de metas.
O TJSE possui 89 prédios padronizados, com infraestrutura adequada para atender servidores, magistrados e juridicionados. Atualmente o Tribunal conta com 13 desembargadores, 147 juízes e 2440 servidores.
Desde 2003, o Judiciário sergipano investe em modernização, com o intuito de garantir a celeridade do processo judicial, maior acessibilidade e menos burocraria nas rotinas, assim como facilitar as atividades dos magistrados, servidores e órgãos auxiliares da Justiça.
Destaque no cumprimento de metas

O Tribunal de Justiça do Sergipe (TJSE) foi destaque nacional após o cumprimento de metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de ter recebido premiações e reconhecimentos pelos trabalhos desenvolvidos.
O TJSE recebeu várias visitas após a implantação do seu Planejamento Estratégico, com presença dos Tribunais Judiciários do Maranhão, Paraíba, Santa Catarina, Amapá, e do Distrito Federal e Territórios.
Confira como o TJSE cumpriu suas metas nos últimos anos:
- Em 2009: cumpriu nove das dez metas de nivelamento nacionais.
Em 2010: cumpriu nove das dez metas prioritárias nacionais. Em 2011: foi um dos tribunais a cumprir todas as metas nacionais.
Em 2012: cumpriu todas as cinco metas. Em 2013: cumpriu três das cinco metas e ficou próximo de alcançar 100% nas duas restantes:
Na edição 94 da revista Judiciarium, em maio de 2013, o TJSE foi destaque na capa com o título “Cumprimento de metas, premiações, dados, investimentos e planejamento estratégico mostram porque o TJSE é um dos melhores do país”.
Na matéria especial da revista, dados apresentam que os fatores responsáveis pelo bom desempenho do Tribunal são: investimentos constantes em tecnologia, cumprimento de metas, premiações, reconhecimentos, qualificação de magistrados e servidores, e a evolução da quantidade de julgamento de processos.
Concurso do TJSE 2014

Neste ano, o concurso do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE) oferece 37 vagas mais cadastro de reserva para os cargos de Analistas, destinados a candidatos com nível superior, e os de Técnicos Judiciários, para candidatos com nível médio. As remunerações são de R$ 4.032,45 para os cargos de Analista, e de R$ 2.457,39 para os de Técnicos.
O certame é organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE). Clique aqui e confira a análise da banca CESPE. Haverá apenas uma fase de avaliação com a prova objetiva, composta por questões de conhecimentos básicos e específicos.
O prazo de validade do concurso público é de dois anos, contados após a data que for publicada a homologação do resultado final, mas pode ser prorrogado por igual período, a critério do TJSE. Serão reservadas 5% das vagas para candidatos com deficiência, tanto entre as vagas para cada cargo/área/especialidade e das que possam ser criadas durante o prazo de validade do certame.
As inscrições serão encerradas no dia 23 de abril. A prova objetiva está marcada para 15 de junho. Confira a análise do edital do TJSE publicada no nosso blog e estude com as questões certas para o concurso do TJSE deste ano! Responda online as provas de 2009.

Por: Giselli Vieira / Assessoria de Comunicação do Mapa da Prova
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